sábado, 7 de maio de 2011

«Tributo a Camões, um Poeta Genial», Exposição Aberta, Mês de Maio

"Largo de Camões", Abel Manta, Óleo sobre tela, 1964


 
Camões




Luís de Camões – Retrato em cobre de Fernando Gomes. É o único retrato do poeta reproduzido do natural.


 

Soneto de Camões



 
1.ª Edição d'Os Lusíadas de Camões, 1572



 
Medalha do IV Centenário da Morte de Camões



 
 III Centenário da Morte de Camões, 1880



 
“Os últimos momentos de Camões”, Bordalo Pinheiro


 

“Camões na Prisão de Goa”, Maureaux




“Camões e as Ninfas”, Óleo sobre tela, Columbano Bordalo Pinheiro



 

Camões na Gruta de Macau, Francisco Augusto Metrass
                                                                                     



“A Morte de Camões” (desenho a carvão e giz branco sobre papel), Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa




 
Túmulo de Camões, Mosteiro dos Jerónimos





Praça Luís de Camões, 1949





Camões, Filme de Leitão de Barros





Selo dos Correios





Jardim de Camões, Constância




 
Camões, Constância




 
Desenho de Camões





 
Júlio Pomar, Azulejos da Estação de Metro, Alto dos Moinhos




 
Caricatura de Camões, Ricardo Campos





 
Camões, Retrato de Fernão Gomes (in Torre do Tombo)




 
Luís Vaz de Camões, François Geratd


terça-feira, 3 de maio de 2011

10 de Junho de 1580

No dia 10 de Junho de 1580, faleceu o Príncipe dos Poetas Portugueses.
O túmulo, onde permanecem os restos mortais de Luís Vaz de Camões, pode visitar-se no Mosteiro dos Jerónimos, em Belém.
Gonçalo Coutinho mandou esculpir na sua pedra o seguinte:
"Aqui Jaz  Luís de Camões, Príncipe dos Poetas do seu Tempo. Viveu pobre e miseravelmente e assim morreu."
Vale a pena, amigos, pensarmos nisto!

10 de Junho, Dia de Camões

Começou por ser um feriado do Município de Lisboa e foi Abel Salazar que decretou o 10 de Junho como um Feriado Nacional, homenageando, deste modo, o tributo de Camões à sua Pátria e ao seu Povo. 

segunda-feira, 2 de maio de 2011

«Camões», Filme de Leitão de Barros

José Leitão de Barros realizou um filme sobre a vida e a obra do maior poeta português de todos os tempos. Este filme foi apresentado na primeira edição do Festival de Cinema de Cannes, realizado em 1946. O papel de Camões foi representado por António Vilar.

domingo, 1 de maio de 2011

«Os Lusíadas» de Camões

Camões escreveu o livro que enobrece Portugal até à medula!
«Os Lusíadas» apresentam uma parte muito significativa da História de Portugal, em verso. Ao longo de 10 cantos e 1102 estâncias de oito versos, sendo os versos, maioritariamente, decassílabos heróicos, Camões apresenta o que temos de melhor a nível nacional: A Língua Portuguesa!
Só Camões que foi um homem absolutamente genial, só Camões, um poeta genial,  era capaz de pensar e compor um poema que é o melhor monumento de Portugal.
«Os Lusíadas» são a nossa «pedra angular», sem dúvida!
A primeira edição d'«Os Lusíadas» foi em 1572 e, hoje, estuda-se Camões em quase todas as universidades do mundo.
Absolutamente, Camões, um poeta genial!
Luís Vaz de Camões é a honra do Povo Português!

sábado, 30 de abril de 2011

«Os Lusíadas de Calções»

A Companhia de Teatro O Sonho representou «Os Lusíadas de Calções».
Um espectáculo que apresenta uma adaptação d'Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões, realizada por Ruy Pessoa.
«Os Lusíadas de Calções» constituem uma excelente dramatização do grandioso poema épico de Camões. Os actores desenvolvem um papel extraordinário e unem aquilo que é sério a uma faceta mais divertida e o resultado é um espectáculo magnificamente bem composto e equilibrado, dando-nos uma excelente visão da épica camoniana.
Nós recomendamos este espectáculo, inspirado n'Os Lusíadas de Camões.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

João Baião representa Camões

A peça "A Casa da Fama" estreou no dia 27 de Abril, no Teatro Armando Cortez.
João Baião, para além de representar o papel de Camões, é ainda encenador desta peça.
No elenco, participam também Ana Brito e Cunha e Mané Ribeiro.
Os autores são Frederico Pombares, Henrique Dias e Roberto Pereira.
O público pode assistir à representação de Quinta a Sábado às 21.30 horas e ao Domingo às 17 horas.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Constância, Terra Natal de Luís de Camões

Onde nasceu Camões, o poeta genial de todos os tempos?
Camões nasceu em Constância.

Constância pertence ao Distrito de Santarém. O topónimo de Constância foi atribuído pela Rainha D. Maria II, em 1833.
Para além de ser a terra natal de Luís Vaz de Camões, tem muitos outros motivos para ser visitada, nomeadamente as pessoas que são extremamente simpáticas e acolhedoras, a gastronomia dá água na boca e há muito para ver e visitar, por exemplo, o Observatório astronómico de Constância, o Pelourinho, a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia de Constância.
Nós vimos isto tudo no Programa das Festas da RTP1, que foi realizado em directo de Constância, e gostámos muito!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dicionário de Luís de Camões, Professor Aguiar e Silva

O Dicionário de Luís de Camões da Editorial Caminho constitui uma obra de referência para o estudo camoniano. Esta obra foi coordenada pelo Professor Aguiar e Silva e teve a colaboração de mais de 60 especialistas portugueses e estrangeiros.
O Professor Aguiar e Silva referiu que este dicionário "irá permanecer durante muitos anos como um marco nos estudos camonianos".
O Professor, camoniano até à medula, tem vários estudos sobre o poeta e sobre a sua obra. Destacamos os seguintes:
Camões, Labirintos e Fascínios (1994);
A Lira Dourada e a Tuba Canora: Novos Ensaios Camonianos (2008);
Jorge de Sena e Camões. Trinta Anos de Amor e Melancolia (2010).
Não podemos esquecer que o Professor Aguiar e Silva também coordenou a criação do Instituto Camões.

terça-feira, 26 de abril de 2011

III - A Memória de Camões e/ou Camões na Memória

A herança de Camões é vastíssima. A sua obra está viva na nossa cultura, na nossa língua, na nossa história e no nosso povo.
O legado que nos deixou tem sido, ao longo dos séculos, um manâncial à disposição de todos. São inúmeros os autores estrangeiros a apresentarem nas suas obras relações de intertextualidade com Camões. Por outro lado, os autores portugueses que, nas suas obras, dedicam poemas ou textos ou, simplesmente, fazem referências inter e intra-textuais são, como tivemos ocasião de verificar, ao longo do nosso estudo, muitos, muitos!
O dia 10 de Junho, Dia de Portugal e de Camões, é também um pequeno tributo ao enorme talento deste homem singularmente genial.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

II - Significado do Prémio Camões

O Prémio Camões foi instituído em 1988, com o acordo dos governos de Portugal e do Brasil.
Este prémio distingue os autores de língua portuguesa que fazem jus à frase pessoana: "A minha pátria é a língua portuguesa.", ou seja, aqueles que "por obras valerosas", sem faltar o "engenho e arte", "Se vão da lei da morte libertando".
É, sem dúvida, um pequeno tributo ao Príncipe dos Poetas Portugueses!

Quem já recebeu o Prémio Camões?

1989, Miguel Torga;
1990, João Cabral de Melo Neto;
1991, José Craveirinha;
1992, Vergílio Ferreira;
1993, Rachel de Queiroz;
1994, Jorge Amado;
1995, José Saramago;
1996, Eduardo Lourenço;
1997, Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos);
1998, António Cândido de Mello e Sousa;
1999, Sophia de Mello Breyner Andresen;
2000, Autran Dourado;
2001, Eugénio de Andrade;
2002, Maria Velho da Costa;
2003, Rubem Fonseca;
2004, Agustina Bessa-Luís;
2005, Lygia Fagundes Telles;
2006, José Luandino Vieira;
2007, António Lobo Antunes;
2008, João Ubaldo Ribeiro;
2009, Arménio Vieira;
2010, Ferreira Gullar;
2011, Manuel António Pina.

domingo, 24 de abril de 2011

I - Camões, Ontem, Hoje e Sempre

Luís Vaz de Camões foi, certamente, um dos mendigos mais sábios, em Portugal.
Como é possível um homem tão ilustre passar a vida toda sem ter/ver o seu talento, o seu trabalho (re)conhecido?
Fica aqui a pergunta, pois a nós causa-nos grande perplexidade! Como é possível ninguém o ter compreendido, ninguém foi capaz de compreendê-lo inteiramente, porque ele era grande para os do seu tempo!
Pois, na nossa perspectiva,  o que lhe foi atribuído, em vida, foi manifestamente insuficiente.
Só Jau compreendeu, plenamente, a sua densidade humana e foi capaz de mendigar pão e sopa, para que o Príncipe dos Poetas não morresse de fome!
Até quando teimaremos nesta falta de atenção a tudo?

sábado, 23 de abril de 2011

23 de Abril, Camões em Diálogo com Ana Hatherly

Leonorana

«Descalça vai para a fonte
  Leonor pela verdura
  Vai formosa e não segura» Camões


Variação II

quando leonor pela manhã estava nua
acorda e sente essa verdura irmã da
formosura das fontes e da verdura
estende o pé e pisa o chão descalça
e treme de verdura pela formosura da
manhã primeiro jacto da fonte da verdura
seu pé descalço treme de frio como tremem
as faces da verdura abrindo suas bocas
à aragem fria da manhã segura como a
fonte segura da verdura da aurora e nua
como leanor fremente pela verdura e tão
formosa como a fonte que irrompe de
súbito como o dia estende o pé descalço
para fora do leito da fundura da noite
em que dormem as fontes a verdura a
formosura e leanor insegura ergue-se a
caminho pela verdura e na verdura colhe
formosura vai para a fonte nua

Ana Hatherly, Anagramático




23 de Abril, Dia Mundial do Livro

Hoje, é o Dia Mundial do Livro e é o dia em que termina o Festival Camoniano, iniciado no dia 21 de Março, Dia Mundial da Poesia.
Ao longo deste tempo, realizámos vários trabalhos sobre Luís Vaz de Camões e sobre a sua poesia.
Através do Poema do Dia, organizámos uma espécie de antologia camoniana pessoal que muito nos enobreceu.
Por outro lado, Camões em Diálogo com outro poeta fez-nos compreender a extensão de poetas/escritores que admiram Camões e que, por isso, escreveram para o homenagear.
São tantos que foi difícil escolher, por isso, optámos por aqueles que gostámos mais de ler.

22 de Abril, Poema do Dia

Em prisões baixas fui um tempo atado,
vergonhoso castigo de meus erros;
inda agora arrojando levo os ferros
que a Morte, a meu pesar, tem já quebrado.

Sacrifiquei a vida a meu cuidado,
que Amor não quer cordeiros, nem bezerros;
vi mágoas, vi misérias, vi desterros:
parece-me qu'estava assi ordenado.

Contentei-me com pouco, conhecendo
que era o contentamento vergonhoso,
só por ver que cousa era viver ledo.

Mas minha estrela, que eu já'gora entendo,
a Morte cega, e o Caso duvidoso,
me fizeram de gostos haver medo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

21 de Abril, Poema do Dia

Amor, co a esperança já perdida,
teu soberano templo visitei;
por sinal do naufrágio que passei,
em lugar dos vestidos, pus a vida.

Que queres mais de mim, que  destruída
me tens a glória toda que alcancei?
Não cuideis de forçar-me, que não sei
tornar a entrar onde não há saída.

Vês aqui alma, vida e esperança,
despojos doces de meu bem passado,
enquanto quis aquela que eu adoro:

nelas podes tomar de mim vingança;
e se inda não estás de mim vingado,
contenta-te com as lágrimas que choro.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

20 de Abril, Poema do Dia

Cara minha inimiga, em cuja mão
pôs meus contentamentos a ventura,
faltou-te a ti na terra sepultura,
porque me falte a mim consolação.

Eternamente as águas lograrão
a tua peregrina fermosura;
mas, enquanto me a mim a vida dura,
sempre viva em minh'alma te acharão.

E se meus rudos versos podem tanto
que possam prometer-te longa história
daquele amor tão puro e verdadeiro,

celebrada serás sempre em meu canto;
porque enquanto no mundo houver memória,
será minha escritura teu letreiro.

terça-feira, 19 de abril de 2011

19 de Abril, Poema do Dia

Tomou-me vossa vista soberana
adonde tinha armas mais à mão,
por mostrar que quem busca defensão
contra esses belos olhos, que s'engana.

Por ficar da vitória mais ufana
deixou-me armar primeiro da Razão;
cuidei de me salvar, mas foi em vão,
que contra o Céu não val defensa humana.

Mas porém se vos tinha prometido
o vosso alto destino esta vitória,
ser-vos tudo bem pouco está sabido.

Que, posto que estivesse apercebido,
não levais de vencer-me grande glória:
maior a levo eu de ser vencido.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

18 de Abril, Poema do Dia

Leda serenidade deleitosa,
que representa em terra um paraíso;
entre rubis e perlas doce riso,
debaixo d'ouro e neve, cor de rosa;

presença moderada e graciosa,
onde ensinandomestão despejo e siso
que se pode por arte e por aviso,
como por natureza ser fermosa;

fala de quem a morte e a vida pende,
rara, suave; enfim, Senhora, vossa;
repouso nela alegre e comedido;

estas as armas são com que me rende
e me cativa Amor; mas não que possa
despojar-me da glória de rendido.

domingo, 17 de abril de 2011

17 de Abril, Camões em Diálogo com Jorge de Sena

Uma Estrofe de Camões

Alma minha
gentil
que te partiste

tão cedo desta vida descontente
desta vida descontente tão cedo
descontente tão cedo desta vida
desta vida tão cedo descontente
descontente desta vida tão cedo
tão cedo descontente desta vidas

sábado, 16 de abril de 2011

16 de Abril, Camões em Diálogo com Sophia de Mello Breyner Andresen

Soneto à Maneira de Camões

Esperança e desespero de alimento
Me servem neste dia em que te espero
E já não sei se quero ou se não quero
Tão longe de razões é o meu tormento.

Mas como usar amor de entendimento?
Daquilo que te peço desespero
Ainda que m'o dês - pois o que eu quero
Ninguém o dá senão por um momento.

Mas como és belo, amor, de não durares,
De ser tão breve e fundo o teu engano,
E de eu te possuir sem tu te dares.

Amor perfeito dado a um ser humano:
Também morre o florir de mil pomares
E se quebram as ondas no oceano.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

15 de Abril, Poema do Dia

Ditoso seja aquele que somente
se queixa de amorosas esquivanças;
pois por elas não perde as esperanças
de poder n'algum tempo ser contente.

Ditoso seja quem, estando ausente,
não sente mais que a pena das lembranças;
porqu', inda que se tema de mudanças,
menos se teme a dor quando se sente.

Ditoso seja, enfim, qualquer estado
onde enganos, desprezos e isenção
trazem o coração atormentado.

Mas triste quem se sente magoado
d'erros em que não pode haver perdão,
sem ficar n'alma a mágoa do pecado.